LEVANDO A SÉRIO A FAMÍLIA

“Sejam os nossos filhos, na sua mocidade, como plantas bem desenvolvidas, e as nossas filhas como pedras angulares lavradas, como as de um palácio. Estejam repletos os nossos celeiros, fornecendo toda sorte de provisões; as nossas ovelhas produzam a milhares e a dezenas de milhares em nossos campos; os nossos bois levem ricas cargas; e não haja assaltos, nem sortidas, nem clamores em nossas ruas! Bem-aventurado o povo a quem assim sucede! Bem-aventurado o povo cujo Deus é o Senhor.” (Sl 144.12-15)
Tenho ainda na minha mente a profunda impressão do nascimento de minhas três filhas: o momento quando a notícia do nascimento de cada uma havia sido passada aos parentes e amigos, aquele momento especial de ver Ariete na maternidade logo que nasceu a primeira, a segunda, e a terceira; o momento emocionante de ver Adriana Carla pela primeira vez no bercinho, de ver Patrícia Fernanda, e de ver Renata Paula.

A Bíblia diz que os filhos são herança de Deus, mas ao tempo que o são, representam uma responsabilidade para nós porque são o nosso vínculo com o futuro, que depende do que vamos fazer do nosso presente, e do presente dessas pequenas criaturas. Por outro lado, estão os nossos filhos sendo preparados para esse futuro? Só temos que abrir no Salmo 144, e observar como seria o caso dos filhos nossos num mundo de prosperidade e paz.

OS FILHOS NUM MUNDO DE PAZ E PROSPERIDADE (Sl 144. 12-15)
No Salmo 127.3-5 encontramos uma conceituação dos filhos como uma bênção de Deus: “Eis que os filhos são herança da parte do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão dum homem valente, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, quando falarem com os seus inimigos à porta”.
A ênfase que queremos dar é quanto à qualidade de pessoas que devem ser os nossos filhos, e o tipo de mundo em que devem viver. Por isso, no Salmo 144, o poeta clama a Deus, descrevendo o tipo de vida que deseja para o seu país, e, sem dúvida, é a visão que também temos para o nosso querido Brasil. Ele queria filhos saudáveis num mundo igualmente saudável, e é por essa razão que ele canta:
“Sejam os nossos filhos, na sua mocidade, como plantas bem desenvolvidas, e as nossas filhas como pedras angulares lavradas, como as de um palácio. Estejam repletos os nossos celeiros, fornecendo toda sorte de provisões; as nossas ovelhas produzam a milhares e a dezenas de milhares em nossos campos; os nossos bois leve ricas cargas; e não haja assaltos, nem sortidas, nem clamores em nossas ruas! Bem-aventurado o povo a quem assim sucede! Bem-aventurado o povo cujo Deus é o Senhor.”

Esse é o retrato do país que ele estava vendo à sua frente, e pelo qual igualmente sonhamos.
Os filhos chegam à juventude como uma planta num jardim (v. 12). Observem detalhadamente os nossos jardim à frente e ao lado do templo, e verão como estão viçosas as plantas depois de receberem o dedo profissional do irmão Glicério, e o trabalho diário do seu auxiliar limpando, podando, cuidando, tirando as ervas daninhas com todo zelo e empenho. Os filhos têm que crescer e se fortalecer, e o ambiente do lar há de conduzir ao desenvolvimento, e as nossas filhas serão como as colunas no templo, Jaquim e Boaz, “beleza e força” é o significado dos seus nomes.
Nos versos seguintes (3 a 15), o poeta apresenta o ambiente que deseja para seu país: desejava para Israel prosperidade e paz. Diz que o povo que tem essas caracterísitcas é abençoado, e, sobretudo, é abençoada a nação que tem a Deus como o seu Senhor. Que mundo herdarão os nossos filhos? No tempo de Davi, os filhos estavam acostumados a ver os pais indo para a guerra, e até a ir. Por isso, Davi fala num mundo onde não há grito de alarme nas ruas (v. 14b). Tenho muita pena do nosso país: hoje há ameaças, violência contra a mulher e contra a criança, seqüestros, frustração, graves problemas econômicos, e isso não é culpa da juventude; a responsabilidade é nossa em criar um mundo reto e pacífico, justo e perfeito, e o segredo de tudo está em ser Deus o Senhor (v. 15).

O ELEMENTO ESSENCIAL (Ef 6.1-3)

O mundo ideal de prosperidade, segurança e paz exige disciplina, e elemento essencial à disciplina é o respeito à autoridade. A primeira autoridade que se deve aprender a obedecer é a dos pais. Quem de criança aprende a fazê-lo não tem problemas com outras autoridades ao longo da vida.
A Bíblia é profunda na sua simplicidade e brevidade. Assim, diz: “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo” . Não há necessidade de um imenso tratado para falar sobre as razões para obedecer aos pais. Paulo apenas diz é justo”, é algo de ordem moral. Na verdade, a criança se sente segura quando aprende a obedecer, e se sente amada quando lhe fazem obedecer. Teologicamente falando, obedecer aos pais é expressão de obedecer a Deus.
Além disso, os filhos devem honrar a seus pais. Obediência e honra estão relacionados mas são diferentes. Na língua hebraica, kabod é a palavra que significa “honra” e “glória”. Mas vem de uma raiz que quer dizer “dar peso”, “avaliar”, “aquilatar “. Tanto serve para designar a “glória de Deus”, quanto a “honra de alguém” . A honra é o “peso” que alguém tem, sua importância, seu valor, e, daí, a atitude de reverência para com ela. Com o mandamento, há promessa de vida longa, pois a honra aos pais era elemento primário na preservação do país, visto que qualquer sociedade que fecha os olhos à obediência aos pais está fazendo germinar a semente de sua destruição.
Deuteronômio 31.12,13, por sua vez, ressalta a instrução na lei de Deus: “Disse mais o Senhor a Moisés: Falarás também aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis os meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós pelas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica.”
Realmente, nossos filhos são herança de Deus, razão porque devem ser instruídos em nossa herança espiritual. Nesse texto há uma ordem para que a Lei seja lida na Festa dos Tabernáculos com o propósito de que os filhos ouvissem dos pais, e aprendessem a respeitar, honrar, reverenciar a Deus.
E nós, que temos feito? Os costumes da família devem refletir a sua herança espiritual. Que lugar tem a Bíblia na sua família? Está no altar? Tem sido lida? Os pais devem lê-la para os filhos pequenos, e dar oportunidade aos maiores para que a leiam. Há crianças, adolescentes e jovens, que deixam de encará-la como deve ser porque os pais e professores da EBD não a tornam viva e interessante.
Deus na família. Alceu Amoroso Lima deixou uma página interessante no seu livro Idade, Sexo e Tempo: “A infância sem Deus é a cultura precoce da crueldade e violência; a adolescência sem Deus é o Calvário de pais e mestres; a mocidade sem Deus é a negação da própria mocidade com degeneração e libertinagem; a maturidade sem Deus é a vida sem sentido; a velhice sem Deus é a morte em vida, ou pior, o ridículo”.
A Falta da Família “Uma criança pode ser um encanto,
Mas se lhe faltar a família, falta-lhe uma razão para ser criança.

Um jovem pode ser excelente,
Mas se lhe faltar a família, falta-lhe um complemento fundamental.

Um homem pode ser um gênio,
Mas se lhe faltar a família, será um gênio desencontrado.

Uma mulher pode ser um anjo,
Mas se lhe faltar a família, falta-lhe uma das asas… que diziam que anjo tinha.

Um velho pode ser um sábio,
Mas se lhe faltar a família, falta-lhe a razão para continuar envelhecendo.

Um homem sem nenhuma espécie de família não existe..
E, se existe, não é feliz!

Pr. Walter Santos Baptista

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