Pai // Mentor // Amigo

Vamos falar sobre a diferença entre um Pai, um Mentor e um Amigo. Provavelmente, a falta de entendimento desses níveis de relacionamento leva muitos jovens a viverem com amigos e mentores pensando que estão vivendo com pais.

Como na vida natural, esses três grupos de relacionamentos existem na vida espiritual; e eles se desenvolvem exatamente na mesma linha. A grande diferença está no fato de que no espiritual nós é que escolhemos quem serão nossos amigos, mentores e quem é o nosso pai.

É muito claro o trabalho incansável de satanás para destruir a humanidade, começando pela família; e essa é a mesma proposta dele em relação à vida espiritual.992546_62203472

Por isso, a importância de sabermos discernir os níveis de relacionamento que temos a nossa volta e o grau de aliança que temos com cada um. Cada nível de relacionamento me exigirá um grau de aliança e esse comportamento definirá meu sucesso, tanto na vida espiritual, quanto na vida secular.

Vamos começar pelo AMIGO.

No Antigo Testamento temos como exemplo o relacionamento entre Davi e Jonatas, em 1 Sm18:1. O texto mostra que Jonatas se ligou profundamente a Davi em sua alma. Muitas pessoas influenciadas por satanás tentam mostrar que o relacionamento entre Davi e Jonatas era um relacionamento homossexual. Isso é uma afirmativa completamente satânica na tentativa de deturpar e impedir relacionamentos profundos entre pessoas.

A amizade é um tipo de relacionamento que precisa existir e crescer em nossa vida. O pr. José nos ensina que uma pessoa que não tem amigos íntimos é uma pessoa com problema em sua alma, isso é perfeitamente condizente com as escrituras, vejamos Provérbios 18:1: “O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria.”

Veja que a solidão revela uma semente de rebeldia em sua essência. Nenhum jovem que insista em viver só está de posse da vida de Deus, pelo contrário ele está em um engano e precisa de ajuda.

A maior necessidade de termos um ou mais amigos está descrito também em Provérbios 17:17: “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão.”

Todos nós passaremos por momentos de angústia e o fator determinante para conseguirmos suportar será os amigos que tivermos. Esse é o papel de um amigo, estar sempre por perto e, no momento certo, servir como irmão. Precisamos ter alguém em quem confiar sem nos preocuparmos se aquela pessoa irá nos acusar ao saber de nossas fraquezas e até de uma eventual queda.

Porém, a função de um amigo é limitada. Embora um amigo tenha o direito de dar vários conselhos, eu não tenho a obrigação de segui-los; o amigo dificilmente mostrará direções, pois ele também está aprendendo a vida.

A maioria dos jovens acha que um amigo pode tomar o lugar de um pai, por não necessitarem prestar contas diante dos conselhos recebidos e isso, para alma de uma pessoa não tratada, é maravilhoso.

Por isso, não podemos confundir os relacionamentos que precisamos ter e desenvolver ao longo de nossa vida.

Por outro lado, temos o MENTOR ou MENTORES, que vamos estabelecendo em nossa vida no decorrer da caminhada, de acordo com nossas necessidades.

Veja que o trabalho do mentor é: instruir, aconselhar e conduzir as pessoas menos experientes. Nesse caso, já encontramos a necessidade de prestação de contas num certo nível; porém, a maioria dos mentores se limita a conhecimento e experiências de vida. “…todo aquele, porém, que for bem instruído será como seu mestre”, Lc 6:40b.

O maior compromisso de um mentor é justamente esse, INSTRUIR, e mostrar o caminho para os inexperientes levando-os a conhecer e prosseguir em conhecer o SENHOR. Porém, esse nível de relacionamento não exige que necessariamente as partes estejam no mesmo espírito. Geralmente, estabelecemos mentores em nossa vida de acordo com nossa necessidade e escolhendo quem já tem uma boa experiência naquela área.

Podemos ter vários mentores, um para cada área que precisarmos, e isso é perfeitamente normal. No entanto, ainda faltará algo no processo de formação do nosso caráter cristão.

Esse algo é justamente a PATERNIDADE.535251_36369493

Preste muito atenção no que você vai ler agora: Nada pode substituir o relacionamento de um pai com o filho.

Pai não é o que ganha, mas sim o que gera. É aquele que sente as mesmas dores, os mesmos anseios, as mesmas alegrias. Esse relacionamento é tão maravilhoso que foi o tipo de relacionamento que Deus nos ensinou através de Jesus seu filho.

O relacionamento paterno envolve corpo, alma e espírito, numa troca de cumplicidade muito mais muito profunda.

O relacionamento paterno fala de uma transfusão de DNA espiritual. Jesus dizia: “Quem vê a mim, vê o pai”.

Por isso Paulo diz que nós só podemos ter UM PAI.

O pai é aquele que mostrará o destino para o filho, mostrará os irmãos, mostrará a herança…

Quando encontramos o pai ministerial, tudo muda a nossa volta: nossa forma de pensar, nossa conduta e nosso estilo de vida. É uma mudança radical e isso é maravilhoso!

Pr. Hebinho


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